sexta-feira, 11 de setembro de 2015

COMO NÃO SENTIR VERGONHA ALHEIA?

Sabem aquela altura da vossa vida em que acontece algo suuuuuper vergonhoso e que a vossa única vontade é enfiarem a cabeça na areia? Não literalmente, é claro, porque nem as avestruzes enfiam-se dentro de um buraco. Mas, muitas vezes, esse desejo é tão grande que a única opção é enterrarem a vossa cabeça nas mãos (não repitam isto em casa se acharem que é uma expressão literal! É perigoso!).


Porém, na minha opinião, bem pior do que fazermos alguma figura ridícula é vermos um familiar, amigo ou alguém que está connosco a fazê-la. Não porque nos importamos com o que as pessoas pensam sobre a pessoa em si mas sim porque nos importamos com o que vão pensar de nós que estamos com aquela pessoa. Estou a brincar, não se sintam ofendidos. É que não podemos abanar o nosso familiar, amigo ou quem quer que seja e dizer "Pára, o que estás a fazer é completamente ridículo" ou "Pára de falar porque tens um bróculo no dente". Não fiquem surpresos, há quem ainda hoje em dia coma bróculos... o que até é difícil de acreditar. 


Fui então ao google perguntar: porque sentimos vergonha alheia se 99,9% das vezes a culpa não é nossa? E ele respondeu-me "Se a visão de um colchão com pulgas provoca coceira alheia e um acidente de trânsito gera dor alheia, é natural que testemunhar uma situação embaraçosa cause a famosa vergonha alheia". Confirmo! Mas esperem aí... Quem é que vê um colchão cheio de pulgas? Em que lugar é que vocês vivem?


Concluindo, a única opção que todos nós temos para não sentirmos a vergonha alheia (e duvido que alguém não o tenha sentido!) é não estarmos com pessoas que nos possam fazer sentir assim. Descartem a avó, os pais, os irmãos mais novos e mais velhos, o melhor amigo gay, as primas, os colegas de turma, a senhora do supermercado, o segurança do bar. Ou então ofereçam-lhes pelo Natal ou aniversário um bocadinho de vergonha na cara e um termómetro de ridicularidade - vendido nos locais habituais.

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