domingo, 20 de setembro de 2015

MANUAL: COMO LIDAR COM DESPEDIDAS?

Se isto fosse um filme, as despedidas teriam um sabor de "até já". Mas como isto é a realidade sabem a "quero mais". Não que deseje que os adeus sejam diários, não. Queria apenas que fossem eternos e que a pessoa, na verdade, nunca se fosse embora. Que permanecesse do meu lado da cama até eu adormecer, todos os dias. E, por estes motivos, escrevo isto em lágrimas. Como conseguir lidar com despedidas? Como?


Em primeiro lugar, é fundamental pensar-se que durante toda a nossa existência as despedidas vão ser uma maioria esmagadora em comparação às pessoas que vamos conhecer. Todos os dias somos apresentados a gente que nunca voltaremos a ver, que um dia se vão embora, que vamos perder contato, que começamos a odiar com o tempo, que não nos vão fazer falta. E, por isso, mesmo que o adeus esteja omitido, a despedida continua lá, parada, a olhar para nós e, no fundo, a rir-se da nossa cara de assustados e melancólicos. A despedida só se chama despedida porque foi despedida do grupo que dá felicidade às pessoas. Aprendam.


Por outro lado, temos de ter consciência de que atualmente existem inúmeras maneiras de assegurar que a despedida é apenas física. Existem telemóveis, internet, cartas e até sinais de fumo! Se os Índios usavam, quem disse que eu não posso também? Por isso, o que há a temer? Admito, não existe o contato que tanto gostamos: os abraços, os beijos, o toque - a não ser que sejam como eu e odeiem tudo isso -, mas assim até prevenimos algumas doenças como a constipação e até mesmo o herpes!


Por último mas mais importante, nas melhores séries americanas as despedidas estão presentes: com lovers, com família, com amigos. Muitas merdas acontecem - desculpem pela linguagem mas, apesar de acharem que tenho 14 anos, eu tenho 18 - e que piada teria a história se não existissem? Assim, vivem uma série baseada na vossa vivência em que uma das temporadas termina com o protagonista (tu) a afastar-se de algo que ama para lutar pelos seus objetivos. Encarnem a vossa personagem e percebam que no final da próxima temporada reencontram-se - ou não - e vivem felizes para sempre - muito provável que não. Um conselho: depois desta fase triste e melancólica onde só vos apetece desaparecer, escrevam um roteiro sobre isso, mandem para a televisão e quem sabe, não se tornam na melhor série de 2020.


P.s: relembram-se de dizer que "escrevo isto em lágrimas"? Era óbvio que não, eu estou a escrever no meu blog. Ingénuos...

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