domingo, 29 de novembro de 2015

TEORIA DA METADE DA LARANJA

Esta teoria explica - ou tenta explicar - muito das relações humanas. Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência. 
Ou não.

Há momentos que, sozinha no meu quarto, começo a pensar no Universo, em como ele foi criado e em todas as hipóteses para se explicar a evolução do Ser Humano. A partir daí, aparecem na minha mente ideias, conclusões e teorias a que muitas delas eu não sou importância. E a teoria da metade da mesma laranja foi uma delas até ao momento em que começou a fazer sentido. 


Pensem numa metade de laranja. Essa metade é igual a muitas outras. Pode juntar-se a metades de laranjas diferentes e até parecem que se completam. E se se mostrar a alguém que não sabe que não são da mesma não vai sequer reparar. Porém, apesar de darem a entender que foram feitas uma para a outra, as metades, no fundo, não são 100% compatíveis. Os gomos podem ser menores, a casca mais fina, entre tantos outros aspetos que se diferenciam. Certo?


Ou seja, a metade X da laranja és tu. Pareces-te com muitas outras pessoas visto que partilhas algumas semelhanças físicas e mentais com elas. Durante toda a tua vida, vais encontrando diversos alguéns que te dão a ilusão de que são o amor da tua vida e que mais ninguém te completa mais e melhor que eles. Que são a metade da tua laranja. Mas a verdadeira anda por aí, à procura de ti - se é que já não a encontraste. Por isso é que nós - pessoas com sentimentos e emoções - conseguimos gostar de tanta gente, achás-la interessantes, ter um relacionamento com elas, esquecê-las, voltar a gostar de mais gente. Tudo porque o amor parte do mesmo e sendo nós metades de laranjas é fácil pensarmos que a encontrámos. E mesmo se a encontrarmos, será que é realmente ela?


Assim, resumidamente, a teoria da metade da laranja parte do princípio que nós não nascemos para ficar com a pessoa Y - sendo a pessoa Y a metade da nossa laranja. Esta teoria explica que nós nascemos feitos para a pessoa Y. E isto sim é diferente. 

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